Ácidos Nucléicos


Coisas tão distintas como um ser humano e um vírus parecem não ter nada em comum. Mas toda e qualquer forma de vida no planeta funciona do mesmo jeito. No fundo, duas estruturas regulam todos os processos metabólicos dos seres vivos. Uma delas é o DNA, que guarda as informações genéticas e as transmite pela reprodução; a outra é o RNA, responsável pela produção de proteínas. Ambas são ácidos nucleicos formados por bloquinhos menores chamados nucleotídeos. São consideradas a base da biologia. Por motivos ainda não completamente desvendados, o DNA se tornou o “disco rígido” da vida, atuando como a memória que armazena e passa adiante o genoma, palco também das eventuais mutações que resultam na evolução das espécies e permitem que a seleção natural garanta a sobrevivência dos mais aptos.
Os ácidos nucleicos são moléculas gigantes (macromoléculas), formadas por unidades monoméricas menores conhecidas como nucleotídeos. Cada nucleotídeo, por sua vez, é formado por três partes:

  • um açúcar do grupo das pentoses (monossacarídeos com cinco átomos de carbono);
  • um radical “fosfato”, derivado da molécula do ácido ortofosfórico (H3PO4).
  • uma base orgânica nitrogenada.


Sabia-se de sua presença nas células, mas a descoberta de sua função como substâncias controladoras da atividade celular foi um dos passos mais importantes da história da Biologia. A partir do século XIX, com os trabalhos do médico suíço Miescher, iniciaram-se as suspeitas de que os ácidos nucleicos eram os responsáveis diretos por tudo o que acontecia em uma célula. Em 1953, o bioquímico norte-americano James D. Watson e o biologista molecular Francis Crick propuseram um modelo que procurava esclarecer a estrutura e os princípios de funcionamento dessas substâncias.

O volume de conhecimento acumulados a partir de então caracteriza o mais extraordinário conhecimento biológico que culminou, nos dias de hoje, com a criação da Engenharia Genética, área da Biologia que lida diretamente com os ácidos nucleicos e o seu papel biológico.
De seus três componentes (açúcar, radical fosfato e base orgânica nitrogenada) apenas o radical fosfato não varia no nucleotídeo. Os açucares e as bases nitrogenadas são variáveis.
Quanto aos açucares, dois tipos de pentoses podem fazer parte de um nucleotídeo: ribose e desoxirribose (assim chamada por ter um átomo de oxigênio a menos em relação à ribose.
Já as bases nitrogenadas pertencem a dois grupos:
  • as púricas: adenina (A) e guanina (G);
  • as pirimídicas: timina (T), citosina (C) e uracila (U).

DNA e RNA: Qual é a diferença?
É da associação dos diferentes nucleotídeos que se formam as macromoléculas dos dois tipos de ácidos nucléicos: o ácido ribonucléico (RNA) e o ácido desoxirribonucléico (DNA). Eles foram assim chamados em função dos açúcar presente em suas moléculas: O RNA contém o açúcar ribose e o DNA contém o açúcar desoxirribose. Outra diferença importante entre as moléculas de DNA e a de RNA diz respeito às bases nitrogenadas: no DNA, as bases são citosina, guanina, adenina e timina; no RNA, no lugar da timina, encontra-se a uracila. A importância e o funcionamento dos ácidos nucléicos.





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ATIVIDADE 1° ANOS- 07/05/2020

Atividade para os 1° anos- Substâncias que compõe os seres vivos.

As teorias para o surgimento das primeiras células - e da vida na Terra